Carta de adeus (ou até logo)

Sem título 1

Oi, pequeno.

Fiquei sabendo hoje que você não está mais vivendo na Instituição com seus irmãos. Não sei, porém, pra onde você foi. Será que você voltou pra sua família? Ou será que está vivendo com uma nova mãe, um novo pai, um novo lar? Queria saber. Afinal, vou sentir saudades da carinha de sapeca que você fazia quando eu te perguntava alguma coisa.

Queria ter ido te visitar mais. Neste ponto acho que falhei com você e com seus irmãos um pouquinho… Nós poderíamos ter brincado de rolar no chão ou de casinha de lençol. Vou sentir falta do seu biquinho quando aparecer por lá da próxima vez. E também de ouvir você apontando para todos os bichinhos do seu livro e dizendo “lobo!”

Não tenho nenhuma expressão que traduza meu sentimento de gratidão, pequeno. Obrigada por me receber em sua casa, mesmo que ela tenha sido temporária. Obrigada por me deixar passar a manhã inteira brincando com você e com seus amigos. Obrigada por ter me mostrado que a Psicologia é muito, muito, muito mais do que eu pensava ser. Além do que o curso nos mostra, Psicologia é se entregar, sentir, se envolver, rir e chorar. E tudo isso que eu vivi foi graças a você. Obrigada por me ensinar tanto mesmo falando tão pouco!

Que a sua vida seja feliz daqui pra frente. É isso que eu desejo pra você e pros seus irmãos. Que vocês sejam crianças felizes, amadas, que sejam ouvidos e compreendidos. Que os momentos ruins tenham ficado no passado e que você tenha coragem para enfrentar os problemas futuros. Não se deixe abater, pequeno! Existe um mundo inteiro aqui fora esperando por você. A vida não lhe foi muito gentil até agora, mas por favor, não perca a fé.

Com esta carta dou o adeus que não tive a oportunidade de dar pessoalmente naquela Páscoa. Mais uma vez, obrigada por ter sido um bom encontro na minha vida. Talvez nos encontremos mais adiante. Quem sabe daqui a alguns anos eu reconheça seus olhos verdes no meio de uma multidão?

Um beijo da tia. Nos vemos por aí.

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Textos e mais textos

Ao invés de estar escrevendo este post, eu deveria mesmo é estar estudando. Vejamos: um texto para terça, uma verificação de leitura na quarta, uma prova na sexta. Ah, isso tudo só por enquanto. Aposto que no decorrer na semana esse número aumenta. Mas o que fazer quando se está com medo de encarar os slides de psicofarmacologia ou quando não se sabe qual o texto certo para a próxima aula?

Enfim. Estou (re)estreando o blog deixando bem claro que não está fácil, meus amigos. No 7º período de Psicologia há pouquíssimo tempo para atividades extras que demandem muito esforço (tanto físico quanto mental). Espero que escrever aqui não seja tão pesado como foi da primeira vez em que tentei. Não terei compromisso fixo com os posts, muito menos com a temática. Pretendo escrever sobre o que “me der na telha”.

Veremos se desta vez irei a diante.